Até onde a geração Google sabe buscar o que deseja consultar?


O uso da web para publicar nossos pensamentos, para consumir informação e procurar respostas aos nossos anseios cresceu, e cresceu muito. No fim da década de 1990 os buscadores formavam índices a partir de websites cadastrados manualmente em seu serviço, o que mudou, passando o buscador a capturar as informações dos websites que conseguiam rastrear. Quem popularizou isto foi, principalmente, o GOOGLE, empresa que hoje tem …. itens cadastrados (a quantidade não importa, o que vale aqui é ter noção de que isto é muito….)

Uma ferramenta ganhou destaque seu volume de informações é grandioso e no geral  muitos buscam a mesma coisa! Estranho, né? Sim, o usuário comum costuma a digitar uma ou duas palavras, ver as primeiras páginas exibidas no resultado e está feliz, será?
Mas vamos radicalizar: imagine que tenha encontrado um documento que acredite ser interessante, o que você faz com ele? Olha o que Dan Russell, antropólogo do Google, disse ao The Atlantic:

“90% dos americanos que usam a Internet não sabe disso. Isso numa amostra de milhares [de pessoas]. Faço esses estudos de campo e não sei dizer quantas horas passei sentado na casa de alguém enquanto as pessoas liam um longo documento tentando achar o resultado que estavam procurando. No final eu digo a elas, ‘deixe-me mostrar-lhe um pequeno truque aqui’, e em geral as pessoas dizem ‘não acredito que tenho desperdiçado tanto tempo!’”

Sim, parece um absurdo para os “viciados” em tecnologia como o Bibliotecno, mas muitos desconhecem um simples comando como o ctrl + F para buscar algo dentro de um documento. E se há uma complicação na busca de conteúdos em um único documento, imagine em um “absurdamente gigante” acervo. A situação é pior do que se imagina.

Vejam informações sobre estudo publicado em aqui , realizado pelo Ethnographic Research in Illinois Academic Libraries, e tenham ideia do problema. Ao observar o desempenho de estudantes dos EUA na busca de informações pode-se verificar que apenas 10% sabiam formular consultas com palavras chaves. Isto mesmo, apenas 10%. São usuários dependentes do Google, mesmo em pesquisas acadêmicas. O que a pesquisa pode indicar é preocupante: A Geração Google não sabe pesquisar, consultar, e mesmo filtrar.

O Google fornece possibilidade de refinamento de pesquisas, como os operadores booleanos OR e AND, a restrição da busca em um recurso com o uso do prefixo “site:”, do prefixo “filetype:” para consultar determinado tipo de artigos, aspas para frases exatas, entre outros. São refinamentos desconhecidos da grande maioria.
Agora vem o maior problema:

Sim, sou a favor de levar ao usuário uma experiência próxima àquela que ele tem em seu dia a dia, e a interface minimalista do Google deve ser considerada, mas não copiada! O Google facilitou a consulta, mas não deixou claro seus recursos, e o principal, como consultar. Queremos o mesmo para as bibliotecas? Acho que não, pois, por mais que um dos argumentos seja que neste ambiente há o bibliotecário de referencia para auxiliar, cada vez mais usuários não tem seu primeiro contato com a biblioteca em seu endereço fixo, mas em uma consulta direta e solitária ao catálogo na web.

O que fazer então? Minimalismo, mas nem tanto! Ai entram questões de usabilidade e neste aspecto podemos aproveitar algumas ideias do próprio Google e sua experiência com o recurso Instant, mas talvez focado em apresentar orientações baseadas nos recursos de busca.
Mais do que nunca a interface de busca deve ser pensada, mas eis que surge um grandioso problema: Na maioria dos casos as interfaces de buscas são elaboradas para sistemas por empresas que oferecem um produto pronto: ou complexo demais ou minimalista demais. Eis o ponto principal: As interfaces deveriam ser adequadas as necessidades das instituições e com a participação do bibliotecário desta em sua elaboração.

Mas o que nós temos aqui é apenas um medo: Até onde a Geração Google sabe buscar o que deseja consultar?

Agora um problema a mais para ficar na cabeça de cada um: Como é a busca em acervos como o do Jornal do Brasil, digitalizado pelo Google? As regras são as mesmas?

Fonte bibliotecno


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